O Dr. Paulo Roberto Margutti em seu livro "Iniciação ao Silêncio" (1994) cita a obra de Otto Weininger "Sex and Character" (1906) para exemplificar um dos livros que Wittgenstein teve contato à época de elaboração do "Tractatus Logico-Philosophicus" (1922). Em "Sex and Character", Weininger mostra que o homem “está preso à temporalidade e não tem senso de valor, mas o gênio, além de ter uma lembrança universal, sua memória transcende o tempo, e somente aquilo que transcende o tempo é o que interessa ao indivíduo; aquilo que tem significado para ele, em suma, aquilo a que ele dá valor” (MARGUTTI, pág.63, 1994). Weininger ainda coloca que o filósofo também possui essa memória atemporal. Pois o filósofo lida com o universal e com o imutável. Bem, a nossa pergunta aqui seria: Como a mente poderia transcender o tempo pela lembrança, se a memória é sempre de algo que já passou? Transcederíamos para o passado? Com qual veículo isto é possível?
Bem, eu diria que nossas mentes pensam a uma certa velocidade e que no caso do gênio essa “velocidade” é mais alta do que normal.
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